domingo, 25 de maio de 2014

Grandes Estrelas da MPB-Gal costa

Maria da Graça Costa Penna Burgos, conhecida como Gal Costa (Salvador, 26 de setembro de 1945), é uma cantora brasileira.Gal Costa é filha de Mariah Costa Pena, sua grande incentivadora, falecida em 1993, e de Arnaldo Burgos.[2] Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influísse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical. O pai de Gal, falecido quando ela tinha 14 anos, sempre foi uma figura ausente, vazio plenamente preenchido pelo amor de dona Mariah, além das tias e primos. Por volta de 1955 se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Em 1959 ouviu pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, a Roni Discos. Em 1963 foi apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir uma grande amizade e profunda admiração mútua que perdura até hoje.Gal estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, o espetáculo Nós, Por Exemplo... (22 de agosto de 1964), que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Neste mesmo ano participou de Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, no mesmo local e com os mesmos parceiros. Deixou Salvador para viver na casa da prima Nívea, no Rio de Janeiro, seguindo os passos de Maria Bethânia, que havia estourado como cantora no espetáculo Opinião. A primeira gravação em disco se deu no disco de estreia de Maria Bethânia (1965): o duo Sol Negro (Caetano Veloso), seguido do primeiro compacto, com as canções Eu vim da Bahia, de Gilberto Gil, e Sim, foi você, de Caetano Veloso - ambos lançados pela RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG) - gravadora à qual Gal retornaria em 1984, com o álbum Profana. No fim do ano conheceu João Gilberto pessoalmente.
Participou do I Festival Internacional da Canção, em 1966, interpretando a canção Minha senhora (Gilberto Gil e Torquato Neto), que não emplacou. O primeiro LP foi lançado em 1967, ao lado do também estreante Caetano Veloso, Domingo, pela gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music), permanecendo neste selo até 1983. Deste disco fez grande sucesso a canção "Coração vagabundo", de Caetano Veloso. Participou também do III Festival de Música Popular Brasileira defendendo as canções Bom dia (Gilberto Gil/Nana Caymmi) e Dadá Maria (Renato Teixeira), esta última em dueto com Sílvio César no Festival e com Renato Teixeira na gravação.
Em 1968 participou do disco Tropicália ou Panis et Circencis (1968), com as canções Mamãe coragem (Caetano Veloso e Torquato Neto), Parque industrial (Tom Zé) e Enquanto seu lobo não vem (Caetano Veloso), além de Baby (Caetano Veloso), o primeiro grande sucesso solo, que se tornou um clássico. Em novembro participou do IV Festival da Record defendendo a canção Divino maravilhoso (Caetano Veloso e Gilberto Gil). Lançou o primeiro disco solo, Gal Costa (1969), que além de "Baby" e "Divino maravilhoso" traz "Que pena (Ele já não gosta mais de mim)" (Jorge Benjor) e "Não identificado" (Caetano Veloso), todas grandes sucessos. No mesmo ano gravou o segundo disco solo, "Gal", conhecido como o psicodélico, que traz os hits "Meu nome é Gal" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Cinema Olympia" (Caetano Veloso), e deste disco foi gerado o espetáculo Gal!. Este disco figura até hoje como o registro mais radical na história da música brasileira.[carece de fontes]

Década de 1970

Em 1970 viaja para Londres para visitar Caetano Veloso e Gilberto Gil, exilados pela ditadura militar, e dessa viagem traz algumas músicas incluídas em seu disco seguinte, "Legal", cuja capa foi produzida por Hélio Oiticica. Do repertório desse trabalho fizeram grande sucesso as músicas "London London" (Caetano Veloso) e "Falsa baiana" (Geraldo Pereira). Em 1971 grava um compacto duplo importantíssimo em sua carreira, onde estão os grandes sucessos "Sua estupidez" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Você não entende nada" (Caetano Veloso). Nesse mesmo ano realiza um dos shows mais importantes da música brasileira, "Fa-Tal", dirigido por Waly Salomão e que gravado ao vivo gerou o disco que até hoje é considerado por muitos críticos como o mais importante de sua carreira, o "Fa-Tal / Gal a Todo Vapor", que traz grandes sucessos como "Vapor barato" (Jards Macalé - Waly Salomão), "Como 2 e 2" (Caetano Veloso) e "Pérola negra" (Luiz Melodia).
Em 1973 grava o disco "Índia", dirigido por Gil, que traz os sucessos "Índia" (J. A. Flores - M. O. Guerreiro - versão José Fortuna) e "Volta" (Lupicínio Rodrigues), e desse disco faz outro show muito bem sucedido, também dirigido por Waly Salomão, "Índia". Nesse mesmo ano participa do festival Phono 73, que gerou três discos, onde Gal gravou com sucesso as músicas "Trem das onze" (Adoniran Barbosa) e "Oração de Mãe Menininha" (Dorival Caymmi), em dueto com Maria Bethânia. Em 1974 Gal grava o disco "Cantar", dirigido por Caetano Veloso, que traz os sucessos "Barato total" (Gilberto Gil), "Flor de maracujá" e "Até quem sabe" (ambas de João Donato e Lysia Enio) e "A rã" (João Donato e Caetano Veloso). Desse disco gerou o show "Cantar", que não foi bem recebido pelo público de Gal, por se tratar de um disco muito suave, contrastando com a imagem forte que a cantora criara a partir do movimento tropicalista.
Em 1975 Gal faz imenso sucesso ao gravar para a abertura da telenovela da Rede Globo "Gabriela" a canção "Modinha para Gabriela" (Dorival Caymmi). Desse ano também é o sucesso "Teco teco" (Pereira da Costa - Milton Vilela), lançada em compacto. O grande sucesso da canção de Caymmi motivou a gravação do disco "Gal Canta Caymmi", lançado em 1976, que traz os hits "Só louco", "Vatapá", "São Salvador" e "Dois de fevereiro", todas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado dos colegas Gilberto Gil, Caetano e Maria Bethânia, participa do show "Doces Bárbaros", nome do grupo batizado e idealizado por Bethânia, espetáculo que rodou o Brasil e gerou o disco e o filme Doces Bárbaros. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado. Doces Bárbaros foi um dos mais importantes grupos da contracultura dos anos 70 e, ao longo dos anos, foi tema de filme, DVD, enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994 com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, espetáculos na praia de Copacabana. Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.
Em 1977 Gal lança o disco "Caras e bocas", que traz os sucessos "Tigresa" (Caetano Veloso) e "Negro amor (It's all over now, baby blue)", além da música homônima ao disco que Bethânia e Caetano escreveram para Gal. Desse disco gerou-se o show "Com a Boca no Mundo". Em 1978 Gal lança aquele que seria o primeiro disco de ouro de sua carreira, "Água Viva", que trouxe os sucessos "Folhetim" (Chico Buarque), "Olhos verdes" (Vicente Paiva) e "Paula e Bebeto" (Milton Nascimento - Caetano Veloso). Desse disco surgiu o espetáculo "Gal Tropical", onde Gal Costa deu uma virada em sua carreira, mudando drasticamente de imagem, passando de musa hippie para uma cantora mais mainstream. O show "Gal Tropical" foi um imenso sucesso de público e crítica, e gerou o disco "Gal Tropical", em que Gal cantou alguns dos maiores sucessos de sua carreira, como "Balancê" (João de Barro - Alberto Ribeiro), "Força estranha" (Caetano Veloso), "Noites cariocas" (Jacob do Bandolim - Hermínio Bello de Carvalho), além das regravações dos grandes sucessos "Índia" e "Meu nome é Gal".

Década de 1980

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos registravam índices recordes de audiência. Gal Costa participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.
Em 1980 Gal gravou o disco "Aquarela do Brasil", focado na obra do compositor Ary Barroso, e que trouxe hits como "É luxo só" (Ary Barroso - Luiz Peixoto), "Aquarela do Brasil", "Na Baixa do Sapateiro", "Camisa amarela" e "No tabuleiro da baiana" (todas de Ary Barroso). Em 1981 Gal estreou o show "Fantasia", um grande fracasso de crítica, mas que gerou um dos mais bem sucedidos discos de sua carreira, tanto de público quanto de crítica, o premiado "Fantasia", que trouxe vários sucessos, como "Meu bem meu mal", "Massa real" (ambas de Caetano Veloso), "Açaí", "Faltando um pedaço" (ambas de Djavan), "O amor" (Caetano Veloso - Ney Costa Santos - Vladmir Maiakovski), "Canta Brasil" (David Nasser - Alcir Pires Vermelho) e "Festa do interior" (Moraes Moreira - Abel Silva). Com o grande sucesso do disco, Gal convidou Waly Salomão para dirigir o show "Festa do Interior" que a redimiu do grande fracasso do show "Fantasia".
Em 1982 Gal gravou outro disco de sucesso, "Minha Voz", em que se destacaram as gravações de "Azul" (Djavan), "Dom de iludir", "Luz do sol" (ambas de Caetano Veloso), "Bloco do prazer" (Moraes Moreira - Fausto Nilo), "Verbos do amor" (João Donato e Abel Silva) e "Pegando fogo" (Francisco Mattoso - José Maria de Abreu). Em 1983 Gal grava outro disco bem sucedido comercialmente, "Baby Gal", que também se tornou um show, e que trouxe os sucessos "Eternamente" (Tunai - Sérgio Natureza - Liliane), "Mil perdões" (Chico Buarque), "Rumba louca" (Moacyr Albuquerque - Tavinho Paes), além da regravação de "Baby".
Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Gal Costa integrou o grupo seleto de artistas da MPB que viajaram pelo país apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas, em quase 200 apresentações. Gal Costa interpretou a canção A História de Lili Braun, musicado pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.
Em 1984 Gal deixa a gravadora Philips e assina contrato com a RCA, onde grava o disco "Profana", que traz os hits "Chuva de prata" (Ed Wilson - Ronaldo Bastos), "Nada mais (Lately)" (Stevie Wonder - versão: Ronaldo Bastos), "Atrás da Luminosidade" (tema do Programa de Domingo da Rede Manchete) e "Vaca profana" (Caetano Veloso). Em 1985 grava o disco "Bem Bom", com os sucessos "Sorte" (Celso Fonseca - Ronaldo Bastos), cantada em dueto com Caetano Veloso, e "Um Dia de Domingo" (Michael Sullivan - Paulo Massadas), em dueto com Tim Maia.
Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes numa criação coletiva, surgiu o compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. Em atitude que surpreendeu muitos dos fãs, em fevereiro deste mesmo ano, posou nua para a edição 127 da extinta revista Status, poucos meses antes de completar quarenta anos.
Lançou em 1987 o disco e o espetáculo Lua de Mel Como o Diabo Gosta, um fracasso de crítica, mas que trouxe mais alguns sucessos à carreira da cantora: "Lua de mel" (Lulu Santos), "Me faz bem" (Mílton Nascimento - Fernando Brant) e "Viver e reviver (Here, there, and everywhere)" (Lennon - McCartney - versão: Fausto Nilo). Em 1988, Gal grava com grande sucesso a música "Brasil" (escrita por Cazuza, Nilo Romero e George Israel) para a abertura da telenovela da Rede Globo Vale Tudo.

Década de 1990

Em 1990 gravou o disco "Plural", que traz os sucessos de "Alguém me disse" (Jair Amorim - Evaldo Gouveia), "Nua ideia" (João Donato - Caetano Veloso) e "Cabelo" (Jorge Benjor - Arnaldo Antunes). Em 1992 lança o disco "Gal", com repertório em boa parte extraído do show "Plural", e do qual fez sucesso a música "Caminhos cruzados" (Tom Jobim - Newton Mendonça). Em 1994, reuniu-se com Gil, Caetano e Bethânia, na quadra da escola de samba Mangueira, para o show "Doces Bárbaros na Mangueira", que comemorou os 18 anos dos Doces Bárbaros. Também em 1994, Gal lançou o premiado disco "O sorriso do gato de Alice", produzido por Arto Lindsay, com o sucesso "Nuvem negra" (Djavan). Desse disco gerou-se o show de mesmo nome, com direção de Gerald Thomas, que causou polêmica por Gal cantar a música "Brasil" com os seios nus.
Em 1995, lançou "Mina d'água do meu canto", trazendo apenas composições de Chico Buarque e Caetano Veloso, e do qual fez sucesso a música "Futuros amantes" (Chico Buarque). Em 1997, gravou o CD "Acústico MTV", sucesso de vendas, no qual cantou vários sucessos de sua carreira e lançou com sucesso uma nova versão de "Lanterna dos Afogados", cantando ao lado do autor da canção, Herbert Vianna. Em 1998 gravou o CD "Aquele frevo axé", com o hit "Imunização racional (Que beleza)" (Tim Maia). Em 1999, lançou um disco duplo ao vivo "Gal Costa Canta Tom Jobim Ao Vivo", realizando o projeto do maestro, que era fazer um disco com a cantora, embora sozinha.

Década de 2000

Em 2001, gravou o CD "Gal de tantos amores", contendo a música "Caminhos do mar" (Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão). Nesse mesmo ano, foi incluída no Hall of Fame do Carnegie Hall (única cantora brasileira a participar do Hall), após participar do show "40 anos de Bossa Nova", em homenagem a Tom Jobim, ao lado de César Camargo Mariano e outros artistas.
Em 2002, lançou o CD "Bossa Tropical", no qual registrou a faixa "Socorro" (Alice Ruiz e Arnaldo Antunes), sucesso originalmente gravado pela cantora Cássia Eller.[5] Em 2003 lançou o CD "Todas as coisas e eu", contendo clássicos da MPB, como "Nossos momentos" (Haroldo Barbosa - Luis Reis), que fez sucesso.[6] Em 2005, lançou pela gravadora Trama o CD "Hoje", produzido por César Camargo Mariano, onde Gal reuniu várias canções novas de compositores pouco conhecidos do grande público, tendo se destacado "Mar e sol" (Carlos Rennó e Lokua Kanza).[7]
Em 2006 realiza temporada na casa de shows Blue Note, em Nova York, espetáculo que é gravado e lançado em setembro no CD "Gal Costa Live At The Blue Note", lançado originalmente nos Estados Unidos e Japão e somente em 2007 no Brasil. Ainda em 2006 lança pela gravadora Trama o CD e DVD "Gal Costa Ao Vivo", gravados durante a temporada do show "Hoje".
Em 2009, reclusa nos últimos anos para se dedicar ao filho, Gabriel, Gal Costa volta aos palcos como convidada de Dionne Warwick em show que estreou no Rio de Janeiro, passando por Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. "Aquarela do Brasil" - o samba-exaltação de Ary Barroso que deu título a discos lançados tanto por Gal (em 1980) como por Dionne (em 1995) - é um dos duetos do show.
Em dezembro de 2011 lança o álbum "Recanto", produzido por Caetano Veloso e Moreno Veloso. Álbum com arranjos eletrônicos idealizado por Caetano Veloso, Moreno Veloso e Kassin.Elogiadíssimo pela crítica, foi eleito o melhor álbum de 2011.
Em 2012, Gal Costa foi eleita a 7º maior voz da música brasileira de todos os tempos, pela revista Rolling Stone.
Depois de sete anos longe de disco e show inéditos, Gal Costa estreou a turnê do elogiado álbum Recanto no Rio de Janeiro. Com direção de Caetano Veloso, autor de todas as músicas do CD, o show inaugurou a sofisticada casa Miranda. No repertório, além de canções inéditas como “Neguinho”, “Segunda”, “em Tudo dói” e “Miami Maculelê”, sucessos da carreira da cantora, entre eles, “Dia de domingo” e “Vapor barato”, e canções que há muito ela não cantava, como “Da maior importância” e “Mãe”. No palco, Gal está acompanhada pelo trio Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo e violão). O show seguiu em turnê pelo país e terminou na Festa Literária de Paraty em 2014, seguido de um último show no Uruguai.
No segundo semestre de 2014, Gal lança o elogiadíssimo show Espelho d'água, título extraído da canção homônima que ganhou dos irmãos Camelo, e resgata antigos sucessos como "Sua Estupidez", "Tuareg ", "Caras e bocas" e "Tigresa". Nesse ano ainda foi lançado em CD e LP o registro de um show que Gal e Gil fizeram em Londres em novembro de 1971, gravado em estéreo diretamente da mesa de som no Student Centre da City University London, "Live in London '71". O repertório inclui muitas músicas do show Fa-tal que estreara um mês antes no Rio. Um destaque do disco é a enérgica gravação ao vivo de ''Acauã'', onde Gal e Gil cantam juntos.
Em 2015 estreou a turnê Ela disse-me assim, dirigida pelo jornalista Marcus Preto, em homenagem ao centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues (1914-2014). No fim de maio é lançado o disco Estratosférica, direção também assinada por Preto. Além disso, em 2016, o mesmo jornalista lançará um documentário sobre Gal, incluindo imagens do show Fa-tal gravadas pelo diretor Leon Hirszman em 1971.

Discografia

 

Álbuns de estúdio

Os Velhinhos Transviados - Quero Que Va Tudo Pro Inferno

Os Velhinhos Transviados - Hully Gully Baby

Os Velhinhos Transviados - Road hog (O Calhambeque - 1965)

Os Velhinhos Transviados - Afrikaan beat (1963)

O Som dos Velhinhos

Os Velhinhos Transviados - 1966 Natal 
 


Os Velhinhos Transviados - Espetaculares - 1963
 


Os Velhinhos Transviados - Na Curtisom - 1971

 

Os Velhinhos Transviados - Tropicalissimo - 1968
 





Os Velhinhos Transviados - Na Brasa Viva - 1966
 




Os Velhinhos Transviados - Embalados - 1965


 


 Os Velhinhos Transviados - Em Órbita - 1965
 


Os Velhinhos Transviados - Bárbaros - 1964




Os Velhinhos Transviados - Fabulosos - 1963
 Os Velhinhos Transviados - Na Paquera (1967)

Feira de Livro-Uruguaiana 2011

ORAÇÃO DA SEGUNDA CHANCE
Que eu possa, meu Deus, reandar
Reviver imensamente o dia comum
Redescobri-lo único, e estendê-lo
Pela noite sem brilho que brilhava
E eu não sabia...

Juntar cada caco do vaso do tempo
Do meu mundo de menino
Derrubado pela fase nova
Que nunca aconteceu
Como eu queria...

Que eu possa meu Deus, reviver
A alegria de qualquer coisa
De qualquer dia
De qualquer hora
Mas agora...

Sentir-me dono do meu caminho
E não vendê-lo para o homem modelo
Mas fechá-lo nas mãos
E diuturno me chamar
Para vivê-lo...
Autor: MARCO ANTÔNIO DE PAULA FRANCO

terça-feira, 13 de maio de 2014

Mistura fina

Hijitus  é uma série de desenhos animados da  Argentina , criado em 1967 pelo cartunista espanhol Manuel García Ferré . Foi a primeira série de animação da América Latina mercado de televisão destinados a, e tem sido considerado o mais bem sucedido na história do desenho animado da América Latina.
A série foi ao ar em 07 de agosto de 1967, pelo Canal 13 de Buenos Aires , na forma de firmware diariamente um minuto de duração, que se repetiu durante todo o dia em momentos diferentes, em seguida, chegando ao cinema em formato de filme ,mesmo tipo de exibição ocorreu  na Tv Piratini canal 5-Rede Tupi de Televisão de 1974 à 1976(várias inserções entre uma atração e outra da rede Tupi.
A tira é estrelado por Hijitus uma criança de rua que vive em um esgoto sanitário na cidade de Trulalá que é devastada pelas ações de Professor Neurus. Para defender Trulalá em especial os seus amigos (Oaky, pichichus e magro, embora com contradições), Hijitus se torna Super Hijitus um super-herói com grande força, capaz de voar.
Foi transmitido em 1990 com grande sucesso, e em 2010 ele voltou novamente a se repetir até o presente, com altas classificações.


Personagens:
  • Hijitus / Super Hijitus: Hijitus criança é um pobre vivendo na rua, dentro de um esgoto sanitário(improvisado de casa com chaminé é tudo mais), com seu pichichus cão. Tem uma turma de amigos, composto Oaky, os pichichus próprio Lanky. É caracterizada por um sentimento de amizade, justiça e solidariedade e sempre usar um chapéu ou azul galera sem fundo. Hijitus pode se tornar Super Hijitus, passando pelo chapéu e dizendo: "Chapéu, sombreritus, faça-me um Super Hijitus!». Super Hijitus é indestrutível e pode voar, enfrentando o vilão da série, Professor Neurus. Sua expressão favorita é "Ojalita, ojalata, chuculita, chuculata; fufu ... e Choo, choo, choo, choo ".
  • Pichichus : É cão Hijitus e amigo. Você também pode se tornar Super pichichus se passa o chapéu que. Hijitus é adotado pela aventura chamada "A UFO Trulalá" defende Hijitus sobre cães vadios selvagens, tornando-se Hijitus mascote, e seu fiel ajudante. Sem falar, mas a maioria dos personagens da série inclui latir.
  • Oaky : O filho do homem mais rico e poderoso Trulalá, Ouro Prata . É um bebê, e é o principal amigo Hijitus. Fraldas e duas pistolas. Seu lema favorito é "disparar, bagunça e cosha golda". É uma criança muito mimada e mimado, que, em mais de uma ocasião, levou-o a aliar-se com Neurus. Apesar desta tendência antagônica Oaky é um garoto de bom coração no fundo, e muito corajoso para sua idade.
  • Anteojito : Um menino de cerca de 8 anos, usando grandes óculos , (daí o seu nome), alegre e positivo, que vive com sua máscara de tio. Ambos Anteojito as Mask teve um desenvolvimento separado Hijitus Universo, vivendo em outra cidade (Villa Trompete), além de ter seu próprio jornal ( Jornal Anteojito ). No entanto costumava aparecer nas aventuras de Hijitus eventualmente.
  • Lanky amigos Hijitus com e integra sua gangue, mas também participa do lado do mal Professor Neurus, aparentemente sem estar plenamente consciente da maldade das suas ações. Lanky é conhecido por ser um bom amigo com bons sentimentos, mas pouca inteligência para distinguir o certo do errado. Sua frase favorita quando chamam o chamador está respondendo a "chicote Blá ma, eu não ecucho



  • O Neurus Professor : O principal antagonista da série. É um cientista louco , cujo objetivo é tomar o poder em Trulalá. Tem a ver com as suas invenções e integrada por Pucho e Saw, que eventualmente acrescenta gangue Lanky . Sua frase favorita é: "Cale a boca, Dumber»!. Professor Neurus também é forma memorável para distribuir os seus despojos depois de um ato criminoso ", uma para ti, dois para mim; para você outros dez para mim; outro para você, tudo para mim. " Professor Neurus usa um aparelho monstruoso chamado The Marañaza , por Fortune Millionaire Ouro Prata.
  • Pucho : Um capanga às ordens do Professor Neurus. É um "detento" típico Buenos Aires favela, falando em gírias e constantemente tem um "fag" (cigarro) na boca, o que pode se transformar em qualquer objeto. É fã de tango e usado como permanentemente muleta para começar uma frase as palavras "isto que ...".
  • Saw : Um capanga às ordens do Professor Neurus. Não se limitando a fala e fazer um barulho de serra, esfregando a ponta de sua mão contra os seus dentes grandes.

30 anos a Revista UFO dava seus primeiros passos, em uma época em que ... da Noite Oficial dos UFOs no Brasil e de muitos outros clássicos da Ufologia ...

Baby do Brasil gostou das suas bonecas (fonte direto de Blog de" http://bonecosdobaby.blogspot.com.br"

E o grande dia  chegou: após muitas, mas muitas, muuuuitas tentativas frustradas, eis que finalmente, e (novamente) da maneira mas simples possível, tive a honra e o prazer de receber umas palavrinhas da minha eterna musa-inspiradora, a inigualável Baby do Brasil, sobre as réplicas que fiz em sua homenagem! Só para se ter uma ideia, existia um grupo considerável de pessoas formado por amigos em comum, fãs meus e dela, gente da Uns Produções (a empresa que toma conta da turnê "Baby Sucessos"), além de jornalistas, alguns famosos e até a minha assessora Carol Caiana, todos unidos tentando a sua maneira conseguir realizar aquilo que seria o meu "sonho de criança" desde o dia em que comecei a customizar bonecas. Mensagens e autógrafos da Baby antes dessa minha fase eu já tinha um monte! Mas, conseguir um depoimento dela sobre as minhas bonecas, era quase que uma meta de vida! O presente acabou chegando em forma de mensagem da própria em seu perfil oficial do Facebook, por inbox, dias após eu ter enviado para ela uma foto das 4 versões de sua boneca... Confere abaixo:

A mensagem:

A foto que eu mandei para ela:
O Facebook oficial da Baby:
Para conhecer o Facebook oficial da Baby do Brasil, clique aqui!

A prova de que o perfil da Baby é oficial: 
Para ver essa foto direto do Facebook da Baby, clique aqui!
Para ver esse aviso direto do Facebook da Baby, clique aqui!

Uma curiosidade: a Baby - ou alguém da sua assessoria - já havia compartilhado alguns posts meus sobre ela em seu próprio Facebook (inclusive, uma foto de minha boneca versão "Matrix") e eu definitivamente, até então, não sabia:

Um post meu com a foto de Baby e Pepeu dos anos 80, do especial "Masculino & Feminino":
Mais um post meu com uma foto da minha boneca "Baby Matrix":
Outro post meu, com a foto da Baby e Lady Gaga de uma matéria da "CARAS":
O seu outro Facebook, "Baby Sucessos", que também é oficial (mas posta apenas sobre a turnê da Baby com Pedro Baby), já havia publicado notas sobre minhas bonecas em algumas situações. Confere:
Post com foto das minhas 4 bonecas da Baby:
Aqui, 2 posts, um mostrando minha boneca "Baby Matrix" e o outro ao lado, com matéria sobre a mesma boneca no site "Ego":
Para conhecer o Facebook "Baby Sucessos", clique aqui!
No Twitter Oficial da Baby do Brasil, também tem esses 2 posts (além de alguns retwitters meus):

Para ver direto do Twitter oficial da Baby, clique aqui e também aqui!
Para rever minhas bonecas da Baby do Brasil,
Versão "Baby Matrix", clique aqui;
Versão "Rock In Rio", clique aqui;
Versão "Cósmica", clique aqui;
Versão "Sem Pecado E Sem Juízo" (a 1ª de toda a minha coleção), clique aqui!
E só para efeito de registro: anos atrás, por intermédio da Poliana Mendes, assessora da Baby na época, recebi por e-mail a informação de que a própria já teria visto a minha primeira boneca dela e "amado"! Confere: 
O e-mail:
A foto que enviei na época:
Enfim: mais um sonho realizado! Valeu Baby, te amo!
E obrigado a toda galera que participou direta e indiretamente desse processo tão importante para mim! Muito obrigado mesmo! Uhuu!

P.S.: A Baby me respondeu na manhã de 16/11/2013 mas só decidi contar publicamente o fato hoje, 23/11/2013, por 2 motivos: primeiro, porque eu precisava confirmar antes a veracidade de tudo, de que não se tratava de um perfil fake (algo muito comum nas Redes Sociais, infelizmente). O segundo motivo é porque hoje é dia do meu aniversário, e por isso resolvi oficializar o acontecimento nesta data como meu presente de 44 anos de idade... :)


Airton & Lolita Rodrigues-comunicadores da Tv Tupi(foto da capa)

O programa Almoço com as Estrelas, foi exibido na  TV Tupi entre os anos de 1957 à 1980. No inicio, era apresentado por J. Silvestre, mas logo depois passou a apresentação para o casal Airton e Lolita Rodrigues que ficaram no comando por 23 anos. Eles já tinham a experiência com o programa Clube dos Artistas, da mesma emissora.   Era exibido aos sábados, das 12:30 às 16:00 h.

os brindes anuncios e promoções da PEPSI lembra???

 http://almanaque.blog.br/wp-content/uploads/2013/04/Pepsi-Crush-caca-aos-bichos.jpg

http://bimg1.mlstatic.com/bingola-1977loto-54-tampinhas_MLB-F-4017072110_032013.jpghttp://img89.imageshack.us/img89/1130/pepsifrancoiscevert.jpghttp://freebietising.files.wordpress.com/2012/09/pepsi-brasil-bh.png?w=455&h=278http://img.weiku.com/waterpicture/2011/10/31/19/coca_cola_paper_cup_634558380682043049_2.JPG

Mascotes em desenho dos comerciais.

 
Baianinho

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O Baianinho foi criado em 1970 pela Interjob. O mascote das Casas Bahia surgiu como um símbolo capaz de representar a integração do Brasil dentro da Casas Bahia, por isso utiliza um chapéu de nordestino e bombachas gaúchas. Junto com o personagem surgiu o famoso slogan da rede: “Dedicação total a você!”. Desde então, o personagem já passou por seis reformulações de imagem.
Tigre Esso

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Ele surgiu por volta de 1900, na Noruega, estampado nos galões de Benzin Gasoline. Na década de 30 apareceu em impressos na Inglaterra e depois ficou fora da mídia durante as duas guerras mundiais. Em 1953 retornou como desenho animado, versão que ficou famosa no Brasil na época do Repórter Esso.
Bond Boca

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Criado pelo publicitário Cláudio Sendim, em 1983, o Bond Boca satiriza o herói James Bond enquanto encoraja os consumidores a usar o anti-séptico bucal Cepacol. Com topete, summer e sorriso branco, os traços de Bond Boca foram refinados pelo cartunista Spacca.
As animações produzidas pela Briquet Filmes, acabaram chamando a atenção de um público bem exigente, as crianças.
Recentemente, a personagem adquiriu um ar menos formal, deixando o summer para usar um visual mais descolado.
Tony

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Tony surgiu em 1952 com o lançamento do Kellogg´s Sugar Frosted Flakes of Corn. Através de um concurso Tony desbancou Katy a Cangurú e Elmo o Elefante. O personagem musculoso e que andava em duas pernas, no início tinha a companhia de um tigre jovem, chamado Tony Jr. Durante esses anos Tony teve ao seu lado também a Mama Tiger e sua mulher Sra. Tony. Em 1974, ano do tigre no horóscopo chinês, surgiu sua filha, chamada Antoinette.
Homenzinho Azul


6
Criado em 1978, por Edmar Salles, da agência Lowe Lintas, e animado por Walbercy Ribas o Homenzinho Azul dos Cotonetes Johnson & Johnson, conquistou a simpatia da criançada quando apareceu dançando enrolado em uma toalha. O objetivo da campanha, que tinha como tema “Gente grande também precisa de carinho”, acabou sendo alcançado e esse gordinho careca abocanhou o Leão de Bronze no Festival de Cannes.
Menina Nhac

5
Conhecida por sua enorme mordida que sempre terminava os comerciais com uma onomatopéia de "Nhac", a menina mascote da margarina Claybom existe desde a década de 1960, quando já incentivava à criançada a pedir pros pais o produto que ela recomendava. A mascote ganhou novos traços ao longo dos anos, mas continua sendo a mesma gulosa de sempre.
Quicky Bunny

4
Quicky Bunny foi criado em 1973 para representar a marca Quick. Usando seu colar com um Q enorme, o bichinho representa a velocidade, ou seja, a instantaneidade de preparo do produto. Simpático, Quicky Bunny logo tornou-se um sucesso para seu público alvo. Em 1989 passou a se chamar Nesquik Bunny, trocando também a letra em seu colar para N.
Jotalhão

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A marca Cicca é de 1941. Já o elefante verde que aparece na decoração das latinhas, o Jotalhão, de Maurício de Souza, foi criado em 1962 para uma campanha publicitária – que não foi adiante – do Jornal do Brasil. Oferecido então à Cica, foi adotado em 1979, dentro de um processo de modernização do design e da estratégia de comunicação da empresa.
Lequetreque


2
O simpático e desajeitado frango veloz da Sadia, chamado Lequetreque, foi criado na década de 70 pelo publicitário Francesc Petit da agência paulista DPZ. O nome do personagem foi escolhido num concurso aberto aos consumidores. A imagem do frango surgiu, primeiro, em desenhos animados depois se transformando em um ídolo com forte carisma. Recentemente a Linha Clubinho da Sadia, criada em 1997 adotou o Lequetreque como personagem oficial.
Galinha da Maggi

1
Criada pela Norton Publicidade, a Galinha Azul é uma ave nobre que surgiu na década de 1980 para diferenciar o produto da Maggi da concorrente Knorr. A personagem nasceu junto com o slogan “O caldo nobre da galinha azul, e com a “Dança da Galinha Azul”, veiculada nos programas do SBT. Também participou da campanha "Quem matou Odete Roitman?" e o resultado só poderia ser um dos mais estrondosos sucessos da época. Fica com ela o primeiro lugar!


Fonte:
 InfanTv

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